
Leito seco do rio Solimões, no Amazonas, próximo à comunidade indígena Porto Praia - Lalo de Almeida - 13.out.23/Folhapress
Relatório recente das Nações Unidas aponta que mudanças climáticas, poluição e décadas de uso intensivo dos recursos naturais conduziram o planeta a um quadro estrutural de falência hídrica, marcado pela degradação irreversível de fontes de água doce e pela restrição crescente do acesso hídrico em escala global. Estima-se que cerca de 70% dos aquíferos subterrâneos estejam em declínio de longo prazo, indicando um cenário que ultrapassa a noção de crise conjuntural e exige a revisão dos modelos vigentes de gestão da água, diante do aumento de riscos como insegurança alimentar, doenças e conflitos socioambientais (consultar matéria completa na reportagem de Sarah Kaplan).
Esse diagnóstico converge com os fundamentos propostos para o CenpreDelta (ver Termo de Referência), pois a pressão sobre recursos hídricos em ecossistemas frágeis como deltas e todos os demais tipos de estuários, assume caráter estratégico, demandando monitoramento contínuo, produção de conhecimento e subsídios técnicos para políticas públicas.