
Texto publicado no Portal CPG, em 13/01/2026, informa que “[...] represas antigas, muitas delas obsoletas, começaram a desaparecer do mapa em ritmo raro, abrindo espaço para a natureza retomar processos interrompidos por décadas.”
Esse tema tem a ver com o Velho Monge, nome carinhoso e tradicional do Rio Parnaíba, particularmente quanto às transformações que ocorreram desde a inauguração da Barragem de Boa Esperança em 1970.
O segmento a jusante da barragem vem sofrendo progressivo assoreamento e poluição, em especial o despejo, sem adequado tratamento prévio, de esgotos as cidades ao longo de sua vasta extensão até desaguar no Atlântico. Trata-se de assunto relevante para toda a população em ambos os lados do rio, em especial para a região que, atualmente, é um dos principais centros turísticos do Brasil, o Delta do Parnaíba.
A referência à experiência europeia visa alerta para repensar a situação do Rio Parnaíba e não simplesmente propor a explosão de Boa Esperança. Esse repensar é crucial para o futuro do delta parnaibano, pois o intenso movimento turístico pode desaparecer abruptamente com a eclosão de epidemias infeccionas associadas à degradação ambiental que vem ocorrendo ao longo do rio e, especialmente, na região de seu encontro com o mar.